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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Meu Batizado 2.0


Apos muito tempo, descobri que nunca havia sido batizado, em nenhum tipo de religião pois minha familia vem de uma cultura nipônica, eles praticamente não são católicos, dessa forma nunca acabamos sendo batizados. 

Quando entramos para Umbanda aqui em Marília, descobrimos um grande amor, após quase um ano participando das giras foi ordenado que fosse feito o batismo dos filhos da casa pela mãe de santo e Iemanjá dentro do barracão. Após o batizado alguns filhos acabaram saindo da casa, porem abrindo a porta para novos filhos entrarem.

Após esse período houve mais uma ordem, na qual os novos filhos deveriam ser batizado nas aguas da cachoeiras então foi organizado o batizado cada filho que se prontificou ficou responsável por uma parte do batizado, enfeitamos a cachoeira, preparamis a velas pros Orixás especialmente Oxum.

Quando chegou minha vez de entrar nas aguas tanto eu como meu erê e o caboclo entraram na agua, sendo uma das melhores sensações e emoção que havia sentido.  Estar la pra auxiliar os irmãos mais novos nessa jornada e limpeza foi a parte mais gratificante!!

sou grato a minha mãe e zeladora Tala, grato a meus orixás e guias que me escolheram pra ser a ponte de luz pra evolução grato a meus irmãos de fé que estamos juntos desenvolvendo.

domingo, 25 de novembro de 2018

Um pouquinho de mim

Venho aqui trazer um pouquinho da minha passagem na umbanda.

Na maioria das pessoas elas vem pelo amor eu foi um pouquinho diferente eu vim pela dor, pq nunca dei de escutar os guias no começo sempre relutei contra as vozes mas um dia eles falaram pra mim já que vc não dá a mínima vou fazer vc escutar e senti diferente, descobri que estava com uma doença que não tem cura, cai de cama quase passei dessa vida pro outro plano, cheguei a ficar numa fila que mais pra frente tinha um portão com uma luz bem forte e brilhante mas quando chegou a minha vez ouvi uma voz falando que não era a minha hora que eu tinha que voltar pro meu corpo e quando cheguei novamente ao meu corpo que abri os olhos vi minha mãe chorando e meus irmãos, ai eu falei o que estava acontecendo aí vi que que foi por um fio, mas ao passar dos dias veio mais uma notícia que eu estava com câncer e mais uma batalha pra eu passar fiz um tratamento longo de 8 seções de quimioterapia, mas estou aqui curado ai me mudei pra Marília e venho a frequentar o terreiro de umbanda.

Já faz 3 anos que frequento o terreiro  e venho agradecer tudo que venho ganhando nesses meses e anos. Agradeço meu pai e minha mãe de cabeça todos os dias por eles colocarem guias maravilhosos em meus caminhos e hj venho aqui agradecer a cada um que já veio e já se foi por criar luz. Venho aqui agradecer a pedido do meu Pai Oxóssi e minha mãe Iemanjá , agradecer os guias que já fizeram parte da minha vida assim que comecei a girar, os primeiros foram os guias da esquerda que o nome dela era Lady era assim que ela gostava de ser chamada ai depois foi o Zé Baiano e depois o Caboclo da Mata e o preto velho Pai João criaram luz .

São poucos médios que consegue ter esse dom de que os guias vem em terra e logo consegue fazer os guias criarem luz e ir embora pra deixar outros guias virem em terra, agora vai ter mais uma troca de guias pra acontecer o meu preto velho querido Francisco da Mata, meu baiano Ze do Coco, é meu caboclo Pena Branca já criou luz de novo é difícil pra um médio pq a gente pega uma afinidade muito grande e gostamos muito de cada guias que vem em terra eles vão embora mais fico muito feliz por ajudar a cada guia criar luz e subir de nível. Mais venho aqui agradecer ao meu pai Oxóssi pela essa dádiva que ele me deu a cada guia que vem a terra.

7 Linhas


Entidades da Umbanda
Em minha jornada pela Umbanda todas elas trabalham com as linhas da umbanda, de acordo com cada casa, elas trabalham com determinadas linhas, e algumas delas até que trabalham com todas elas dividindo pelas semanas. As linhas são: Preto Velho, Baianos, Marinheiros, Boiadeiros, Eres (Crianças), Esquerda (Pomba Gira e Exu) e Oriente (Ciganos entre outras). Dessa forma diversas casas de umbanda são sempre nomeada pelos pelo primeiro guia dos dirigentes da casa.

Procurando pela internet descobri que as 7 linhas vem referente aos 7 Orixás cultuado pela umbanda, sendo:
ORIXA COR DA LINHA ENTIDADES MEU ENTENDIMENTO
Oxala Branco ou Roxo Santos/Santas Orixas
Yemanja Azul/Branco ou Azul Claro Sereias, Caboclos, Marinheiros Marinheiros
Ogum Vermelho/Branco ou Vermelho Guerreiros Romanos, Gauleses, Japoneses etc Oriente
Oxossi Verde/Branco ou Verde Indios Caboclos/Boiadeiro
Xangô Marrom/Branco ou Marrom Indios entre outros Baianos
Ibeji Azul/Rosa, Amarelo ou Rosa Crianças Crianças
Africanos Preto/Branco Preto velho, Escravos Preto Velho

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

A aceitação da espiritualidade

Minha criação foi católica. Mas aquela católica bem brasileira, com benzedeira, com docinho de Cosme e Damião e entrega para Iemanjá no ano novo na praia. Quem entende?
Minha avó era católica e meu avô, que não conheci, era benzedor. Reza a lenda que minha vó fez ele se livrar do livro de São Cipriano, que tinha capa preta e chave.
Mas eu fui criada indo na missa, meus irmãos fizeram catequese e crisma (não fiz por falta de oportunidade na época) e tal. Católica de IBGE, como muitos.
Acho que comecei a discordar da Igreja Católica junto com minha alfabetização. Amar história é sentir remorso de pertencer a religião da Santa Inquisição. É sentir nojo da religião que apoiou o nazismo. Da religião que tem um país que só homens podem governar. Que legitima a perseguição a LGBTs, a castidade pedófila e o enriquecimento do Vaticano.
(In) felizmente eu amo história e a Igreja Católica não me representava mais.
Dizia ao meu pai que Jesus era um bom filósofo, como Sócrates. Um pouco mais mal interpretado pelos seus erm... discípulos.

Minha tia era kardecista e meu avô (esse de criação, padrasto do meu pai) tinha o Evangelho dos Espíritos, do Kardec, comido de traças e meio jogado na estante. Fui "proibida" de ler (foi mais uma recomendação de não- leitura). Escorpiana teimosa e adolescente curiosa que era e sou, li inteiro, escondida. Eu tinha 16 anos.

Aquele livro deu um nó na minha cabeça. Eu passei foram ANOS odiando a ideia de que eu havia escolhido onde nascer. Como nascer. A família. Tudo.

A ideia de que uma pessoa com deficiência OPTOU por nascer assim fez um verdadeiro inferno na minha mente. Eu não sabia o que sentir. E sentia ódio.
Foram 5 anos (aproximadamente) me declarando agnóstica. "Deus? Existe, mas não na tua bíblia. Nem na tua falta de empatia."

Porém, o chamado da espiritualidade não me dava paz.

Tentei voltar para a Igreja Católica, brincando de "bem-me-quer" para conseguir ouvir uma missa completa. "Isso me serve"/"Isso não me serve"/ "Isso me serve"/ "Isso não serve a ninguém".

Obviamente não deu certo.

Tentei o evangelismo. Desse eu saí pisando duro de ódio, após uma sessão de "oração para curar o lesbianismo" da filha de uma moça de lá.

Caramba, e agora?

Eu sempre tive uma admiração muda pelas religiões de matriz africana. Mas parecia tão difícil de entrar e conhecer...

Uma mão se estendeu. E eu vim para a Umbanda.

Mais madura, consegui digerir melhor o Evangelho dos Espíritos. Aprendi sobre caridade. Sobre se doar. Aprendi que dá para ser religiosa e não crer no maniqueísmo cristão.

Entendi porque o mar cantava para mim quando eu ia visitar.

A mão que se estendeu para eu conhecer a Umbanda mudou minha vida.

É claro que para mim, que sempre busquei a razão crua e imediata; me resta uma vida de aprender.

Mas eu sirvo a um Deus vivo. A Deuses, que são Orixás, de cada força da natureza e da vida.

Cá estou.

Um dia voltaremos nesse assunto

domingo, 18 de novembro de 2018

A Umbanda em minha vida!


    Quando ouvia a palavra UMBANDA, a primeira coisa que pensava era que não era do bem; normal das pessoas julgar sem conhecer, ter uma ideia fixa e errada daquilo que nem se conhece. Mal sabia eu que um dia ela entraria em minha vida fazendo com que eu finalmente me sentiria completo e  sentiria um amor nunca visto antes; que tudo mudaria desde então.
Nasci numa família católica que praticava a religião com seriedade e tudo que era novo e desconhecido era errado.
    Ao completar meus dezoito anos me lancei no mundo para olhar a vida com meus próprios olhos e assim ter minhas próprias experiências vividas. Conheci vários lugares, viajei bastante, conheci muitas religiões e ainda sim sentia dentro de mim que ainda faltava algo; amor? Conhecimento? Aventuras? Eu não conseguia saciar.
    Foi aí que, entre indas e vindas do destino, que eu mesmo sem querer acabei chegando na cidade de Marília (a tão tão distante) e mais, além de chegar aqui, quando dei por mim, estava me mudando para esta cidade. Como todo começo é difícil, eu me vi numa cidade completamente diferente, sem conhecer ninguém e com uma mudança de vida radical. Novo cargo no trabalho, novas responsabilidades, novos obstáculos.
     E o desespero bateu à minha porta! Passado alguns meses da mudança eu me vi desesperado por estar só, sem forças pra continuar e não me restava mais nada a não ser desistir de tudo. Então a umbanda se apresentou mais uma vez pra mim! Através de um “convite”  (que eu relutei muito e adiei o quanto pude, por medo) que eu finalmente a conheci. Numa quarta-feira qualquer de mês eu finalmente aceitei este convite de uma amiga para ir numa das sessões de umbanda. Ao chegar no local eu me vi desesperado e com um medo tremendo, medo do desconhecido. Entrei, me sentei e com toda atenção possível eu assistia ao início da sessão ( com medo principalmente).
    Quando comecei a me sentir confortável no local, aí então sou chamado para tomar o famoso “passe” com  o guia incorporado! Lá fui eu me tremendo todo, sentindo minhas mãos suar, um frio na barriga e quando comecei a conversa fui abrindo a mente e recebendo toda aquela energia e conhecimento. Ao terminar a conversa com o guia, surpreendentemente ele segurou minhas mãos e me disse assim “ fio, tem uns guias rondando você” eu sem entender fiquei desesperado e ao pedir explicação soube que eu poderia ser um médium! Fiquei maravilhado com a notícia e quis aprender muito mais. Tive uma conversa com a dirigente do terreiro ( que hoje eu amo) e comecei a desenvolver minha mediunidade dentro da religião.
    Por muitas vezes me senti inseguro e com medo, foi aí então que numa sessão de pretos velhos eu  tive minha primeira incorporação. Estava eu lá concentrado quando senti essa energia magnífica que me tomou e senti uma paz como nunca havia sentido antes; sentia meu corpo flutuar e esvaziei a mente, foi surreal! Ali, pela primeira vez me senti completo, senti que alí era meu lugar e assim entendi que Deus escreve nosso destino e as melhores situações tem tempo certo para se apresentarem a nós. Ali entendi que eu tinha que viver tudo que vivi antes para poder estar ali naquele lugar, naquele dia e hora exatos para que finalmente me sentisse completo.
    A umbanda trouxe uma grande mudança para minha vida! Me fez ser mais forte, me deu a capacidade de olhar o mundo com outros olhos, de sentir amor no que faço, de sentir a necessidade de ajudar o próximo e a entender o mundo espiritual. Hoje sou imensamente grato a Deus por me apresentar tudo isso, por me permitir aprender sempre mais dentro dessa religião incrível que é a Umbanda.
Hoje frequento uma casa que é puro amor, somos como uma família e aqui encontrei a paz que tanto busquei para a vida!
    O conhecimento nunca é demais, estou na caminhada buscando aprender detalhe por detalhe deste mundo maravilhoso que é a umbanda. Digo sempre a todos, conheçam a umbanda e jamais serão os mesmos! Umbanda é amor, fraternidade e caridade ❤️

Umbanda, Quimbanda ou Candomblé?


Nos meus caminhos eu tive a opção de escolha, entre a Umbanda e o Candomblé.... nessa postagem vou falar um pouco de cada uma delas, e resolvi incluir a Quimbanda nessa postagem pra lembrar dessa linha quase não conhecida.

Candomblé - De origem africana, trazida pelos escravos que cultuavam seus Orixás em sua origem, elas trabalham com as energias mais puras dos próprios Orixás, onde o médium recebe o Orixá que rege a cabeça do médium. 
O Candomblé é mais rígida, com relação ao Ilê (barracão, terreiro ou casa), aos zeladores do Ilê e principalmente para seus Orixás e suas obrigações.
No candomblé não se trabalha com as linhas conhecidas da Umbanda, pois o Candomblé acredita que essas linhas são espíritos de pessoas que ja viveram na Terra anteriormente. Elas trabalham apenas com a energia pura dos Orixás e a dos Erês que são a voz dos Orixás,

Umbanda - Também de origem africana, como os escravos não podiam cultuar seus Orixás pois a igreja católica acreditava que era culto ao demônio, elas obrigaram aos escravos a aceitar a igreja como sua verdade, e para não deixar de cultuar seus Orixás os escravos deram a cada Orixás um Santo da igreja católica, fazendo assim a Sincretização. Por essa razão a Umbanda cultua os Orixás.
 A Umbanda começou trabalhar com as  7 linhas tem como sua origem a historia do fundador médium Zélio Fernandino de Morais foi um jovem médium que estava passando por uns problemas espirituais, quando sua família levou para um Centro Espirita Mesa Branca, quando ele foi convidado a entrar os dois primeiros espíritos que Zélio incorporou foram classificados como espíritos de baixo nível, e o ultimo ele recebeu um caboclo muito bonito e cheio de luz, e o mesmo disse que as duas primeiras vezes que ele entrou na roda ele foi considerado de baixo nível ele não pertenceria aquele local, e que logo haveria uma nova vertente religiosa. 
Dessa maneira a Umbanda trabalha com 7 linhas, Preto Velho, Caboclos, Baianos, Erês, Boiadeiro, Exú/Pomba Gira e Ciganos/Oriente.

Quimbanda - É umas das vertentes menos falada da Umbanda. pelo pouco que sei a Quimbanda trabalha com a linha da esquerda, ela tem o foco mais com a energia dos Exus e Pomba Gira.

Esse é meu conhecimento sobre as vertentes da religião e com o tempo vamos aprendendo e aprimorando nossos conhecimentos

domingo, 11 de novembro de 2018

Por que desse blog?

As Linhas de Umbanda
Resolvi escrever nesse blog apos conversar com meu marido, ele falou que seria interessante registrar todo desenvolvimento que fazemos durante a vida, principalmente pra relembrar e não esquecer de quem foram seus guias quando eles ganharem luz, vou começar com essa postagem falando sobre minha história.

Não sei mais ou menos quando mas desde 2010 eu frequentava um barracão no centro de São Paulo a convite de um amigo meu., esse convite seria para que eu começasse a me desenvolver mesmo sem saber se tinha algum nível de mediunidade.
Antes desse período eu ia alguns dias num terreiro de outro amigo meu, no qual comecei aprendendo um pouco mais.

No Terreiro do Pai  Francisco começamos a nos desenvolver, mas apenas sentia a vibração dos guias. mas infelizmente não consegui uma incorporação, mas teve um período que ele mudou e não consegui acompanha-lo. Depois desse barracão eu fiquei um tempo sem frequentar barracão para participar das giras mas algumas vezes frequentei como assistência.

A três anos atras mudamos para Marília e conhecemos o barracão de Oxossi uma casa que toca Umbanda e Candomblé, e nele comecei a me desenvolver e receber meus guias. Em 2016 meus guias começaram a ser incorporados com mais facilidade.