Visualizações

Pesquisar este blog

Mostrando postagens com marcador Histórias de Orixás. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Histórias de Orixás. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de julho de 2023

A lenda do Ekodidé


Conta a lenda que Oxalá, numa de suas caminhadas pelo mundo, iria passar pela aldeia de Oxum, onde pretendia parar e descansar.
Exú, mensageiro dos orixás, correu para avisar Oxum que o grande orixá fun-fun estava a caminho de sua cidade. Era preciso organizar uma grande recepção, pois a visita era muito importante para todos. Ela, então, apressou-se com os preparativos da festa, ordenando a limpeza de todas as casas e lugares públicos da aldeia, bem como que os enfeites utilizados fossem da cor branca. Oxum cuidou pessoalmente da ornamentação e limpeza de seu palácio, pois tudo tinha que estar perfeito, à altura de Oxalá.
Com tantos afazeres importantes, em tão curto espaço de tempo, Oxum não se lembrou de convidar as Iya-mi para a grande festa.
As feiticeiras não perdoaram essa desfeita. Sentindo-se muito desprestigiadas, resolveram desmoralizar Oxum perante os convidados.
No dia da chegada de Oxalá à cidade, Oxorongá entrou disfarçada no palácio para colocar, no assento do trono da Oxum, um preparado mágico, que não fora notado por ninguém.
Toda a cidade estava impecavelmente limpa e ornamentada. O palácio de Oxum, que fora caprichosamente preparado, tinha seus móveis e utensílios cobertos por tecidos de uma alvura imaculada. Branca também seria a cor das roupas utilizadas na cerimônia.
Oxalá finalmente chegou, sendo respeitosamente reverenciado numa grande demonstração de fé e admiração ao grande mensageiro da paz.
Oxum, sentada em seu trono, esperava com impaciência a entrada de Oxalá em seu palácio, quando iria oferecer-lhe seu próprio assento. Mas, ao tentar levantar-se, percebeu que estava presa em sua cadeira e, por mais força que fizesse, não conseguia soltar-se. O esforço que empreendeu foi tão grande, que, mesmo ferida, conseguiu ficar em pé, mas uma poça de sangue havia manchado suas roupas e também sua cadeira.
Quando Oxalá viu aquele sangue vermelho no trono em que se sentaria, ficou tão contrariado, que saiu imediatamente do recinto, sentindo-se muito ofendido.
Oxum, envergonhada com o acontecido, não conseguia entender porque havia ficado presa em sua própria cadeira, uma vez que ela mesma tinha cuidado de todos os preparativos.
Escondendo-se de todos, foi consultar o oráculo de Ifá para obter um conselho. O jogo, então, lhe revelou que Oxorongá havia colocado feitiço em seu assento, por não ter sido convidada.
Exú, a pedido de Oxum, foi em busca do grande pai, para relatar-lhe o ocorrido.
Oxalá retornou ao palácio, onde a grande mãe das águas estava sentada de cabeça baixa, muito constrangida. Quando ela o viu, começou a abanar seu abebe, transformando o sangue de suas roupas em penas vermelhas, que, ao voar, caíram sobre a cabeça de todos os que ali estavam, inclusive a de Oxalá. Em reconhecimento ao esforço que ela empreendeu para homenagea-lo, ele aceitou aquela pena vermelha (ekodidé), prostrando-se à sua frente, em sinal de agradecimento.
A partir de então, essa pena foi introduzida nos rituais de feitura do Candomblé.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Dia de Oxala


Oxalá é o orixá associado à criação do mundo e da espécie humana.

Apresenta-se de duas maneiras: Oxaguiã e Oxalufã. No candomblé, este é representado material e imaterialmente pelo assentamento sagrado denominado igba oxala.

Os símbolos de Oxaguiã são uma idá (espada), “mão de pilão” e um escudo; o símbolo de Oxalufã é uma espécie de cajado em metal, chamado opaxorô.

O dia consagrado para ambos é a sexta-feira.

Sua saudação é ÈPA BÀBÁ! Oxalá é considerado e cultuado como o maior e mais respeitado de todos os Orixás do panteão africano. Simboliza a paz, é o pai maior nas nações das religiões de tradição africana. É calmo, sereno, pacificador; é o criador e, portanto, é respeitado por todos os Orixás e todas as nações. A Oxalá pertencem os olhos que vêem tudo.

No sincretismo religioso encontramos as seguintes formas:

OXALÁ: sincretizado com Jesus Cristo.
OXALUFÃ: o Oxalá Velho, sincretizado com Jesus no Monte das Oliveiras.
OXAGUIÃ: o Oxalá Menino, que é sincretizado com o Menino Jesus de Praga.


ÈPA BÀBÁ! Oxalá

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Dia de São Lazaro


Hoje acordei vendo diversas homenagens a Obaluaê e Omulú, mas sempre soube que geralmente ele é homenageado  no mês de Agosto.Depois de um tempo descobri que hoje é o dia de São Lazaro.

No sincretismo da Umbanda tanto Obaluaê quanto Omulú foram considerado como São Lazaro, no qual teve uma historia parecida como ambos os Orixás.

Hoje é dia desse Santo, que foi discípulo e amigo pessoal de Jesus. Lázaro vivia com sua família no vilarejo chamado Betânia, que ficava a menos de uma hora de caminhada de Jerusalém. Em hebraico seria Eleazar, e quer dizer "Deus ajudou".

Lázaro foi um personagem especial na Bíblia, pois é a única pessoa por quem Jesus chora. Lázaro foi ressuscitado por Jesus após a sua morte, a pedido de Marta, sua irmã, que foi inabalável na fé. Lázaro já estava cheirando mal. Já fazia quatro dias que estava sepultado, quando Jesus chegou para chamar-lhe à vida novamente. Foi um dos maiores milagres de Jesus. Trata-se do último grande “sinal” realizado por Jesus, depois do qual os sumos sacerdotes reuniram o Sinédrio e decidiram matá-lo; e decidiram matar também o próprio Lázaro, que era a prova viva da divindade de Cristo, Senhor da vida e vencedor da morte. Alguns escritos muito antigos afirmam que Lázaro e suas irmãs foram para a ilha de Chipre.

Pelo Candomblé e Umbanda não necessariamente é considerado dia de Obaluaê ou Omulú, porem seus filhos desses Orixás podem sim ser devoto de São Lazaro e prestar a homenagem a ele, não tendo a obrigação do mesmo.

Atotô, Atotô Obaluaê! 

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Dia de Oya


Hoje se comemora o dia de Oya!! Essa Orixá guerreira, quente, e dona dos ventos!!!

Dentro do sincretismo ela foi nomeada a Santa Barbara.

Também conhecida como Iansã. Nas cerimônias da Umbanda e do Candomblé, Iansã, ela surge quando incorporada a seus filhos, como autêntica guerreira, brandindo sua espada, e ao mesmo tempo feliz. Ela sabe amar, e gosta de mostrar seu amor e sua alegria contagiantes da mesma forma desmedida com que exterioriza sua cólera.

Na Mitologia Yoruba, o nome Oyá provém do rio de mesmo nome na Nigéria, onde seu culto é realizado, atualmente chamado de rio Níger. .

Costuma ser reverenciada antes de Xangô, como o vento personificado que precede a tempestade. Assim como a Orixá Obá, Oyá também está relacionada ao culto dos mortos, onde recebeu de Xangô a incumbência de guiá-los a um dos nove céus de acordo com suas ações. Para assumir tal cargo recebeu do feiticeiro Oxóssi uma espécie de erukerê especial chamado de Eruexim com o qual estaria protegida dos Eguns.

O nome Iansã trata-se de um título que Oyá recebeu de Xangô que faz referência ao entardecer. Iansã quer dizer A mãe do céu rosado ou A mãe do entardecer.

Êparrei Iansã, Êparrei Bela Oyá