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domingo, 21 de julho de 2019

Adeus Umbanda; Adeus Entidades… mas qual Umbanda?


Adeus Umbanda; Adeus Entidades… mas qual Umbanda?
Entidades, Guias, Orixás, Rituais… Muitas coisas aconteceram desde que adentrei a religião de Umbanda.
Com um início conturbado, mediunidade aflorada e sem saber o motivo de estar acontecendo tanta coisa ao mesmo tempo, simplesmente continuei para ver até onde daria.
Após a ansiedade natural do começo, as coisas foram se ajeitando e o medo do desconhecido começou a ser substituído pela novidade linda do mundo dos espíritos.
É bom saber que temos amigos invisíveis olhando por nós, nos instruindo, nos valendo, nos protegendo, nos ensinando a olhar para a vida de uma maneira diferente do que nos é apresentado.
O desenvolvimento foi aos poucos: Caboclo, Preto Velho, Baiano, Erê, Exu, Marinheiro… Cada um com seu jeito de ser, com sua luz maravilhosa e aconchegante. A cada Gira uma nova oportunidade para aprender, se desenvolver, se doar. E assim fui seguindo.
Após dar ouvido as entidades que me assistem, comecei a perceber que o Terreiro que estava já não era o melhor pra mim. Nada contra, mas não me sentia integrante daquela corrente. Troquei de Terreiro. Nova forma ritualística, novo corpo mediúnico, nova forma de trabalho.
Devo dizer que a adaptação foi um pouco difícil, mas nada impossível.
Alguns meses depois já estava me sentindo em casa novamente, as entidades trabalhando de forma muito bonita e cativante. Aí, começaram as dúvidas que tiraram as noites de sono.
O mesmo sentimento de não me sentir parte daquela corrente mediúnica, daquele Terreiro de luz. Pensei:
“– Está na hora de mudar novamente, se é para fazer a caridade tem de ser completo”.
Aquietei por algum tempo para ver o que aconteceria. A Casa acabou encerrando suas atividades porque estava difícil para os médiuns, tendo em vista que dia de semana não era viável e aos sábados alguns trabalhavam.
Pensei com meu coração:
“– Deus não pode ficar bravo comigo, pois eu tentei até agora e tudo só deu errado”.
Fiquei quase um ano sem pisar em um Terreiro, nem para tomar um passe. As entidades que me acompanham ficaram em silêncio, achei que tivessem desistido de mim.
Por vias de fato, problemas pessoais e conscienciais, encontrei outro Terreiro. Até que em um atendimento na Gira de Boiadeiro, eu como consulente, ouvi:
“– Você precisa decidir se realmente quer continuar. Não dá mais para ficar nessa situação.”
Achei engraçado, pois eu só tinha tentando com todo coração fazer dar certo. Iniciei no Terreiro, as entidades voltaram a trabalhar e conversar comigo. Questionei muitas coisas, e ouvia apenas que “o tempo é a melhor resposta”.
Conheci muitas pessoas nesse tempo, gente com anos de Umbanda, outras começando a caminhada como eu. Gente muito boa, com uma luz incrível pararam no meio do caminho.
Outras, mesmo com sérias dificuldades de saúde, iam com afinco a cada Gira, agradecendo a Deus e aos Orixás por mais uma oportunidade de exercer a mediunidade. Mas tudo tem um ciclo, um propósito, um recomeço.
Vi e vejo muitas pessoas parando de frequentar a Umbanda, e está tudo bem. Tem de ser, não apenas estar, e os Orixás e Guias continuarão olhando e cuidando, tenho certeza.
Esses tempos atrás, pensei em desistir e parar, e comecei a analisar realmente quem parava. Pelo menos os casos no qual pude observar – sem exceção –, as pessoas pararam por causa de outras pessoas. Seja por fofoca, por relacionamento desgastado, por não concordar com o Terreiro em que trabalha, por não gostar das “novidades” da Umbanda atual, por ter brigado com amigos e confidentes.
Muitas coisas já me desanimaram, me deixaram puto. Mas, em contrapartida, muitas me ajudaram a me tornar uma pessoa um pouco melhor, me deixaram feliz, me proporcionaram experiências únicas.
Após toda essa introdução, posso afirmar: muitas coisas me deixaram desanimado, mas Deus, os Orixás, as entidades… NUNCA me decepcionaram.
Com isso, digo Adeus Umbanda. Adeus à Umbanda que eu idealizo, Umbanda que tem de ser como eu quero, Umbanda dos hipócritas, Umbanda que tentam dizer que é a correta, única e verdadeira.
Eu sou Umbanda, eu respiro Umbanda, eu vivo Umbanda. Todos os dias.
E se um dia eu realmente parar minha caminhada nessa opção evolutiva será por não julgar-me honrado para continuar a espalhar mensagens acolhedoras dos Guias, por me sentir avesso aos valores de fraternidade, caridade (em sua essência pura), de não ter comunhão com Deus e os Orixás, de não ser uma pessoa melhor uma vez que temos em todas as Giras mensagens e ensinamentos para levantar a bandeira da paz, de Oxalá.
Ah, quantas pessoas nos decepcionam e nos deixam tristes? Muitas.
E quantos decepcionamos, deixamos tristes? Inúmeras. Então as entidades nos ensinam a humildade e amor, para aceitarmos o que não podemos mudar e agradecer por todo bem que nos é enviado. Simples assim.
Para encerrar, deixo uma frase bastante conhecida:
“Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a
igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados.”
– Caboclo das Sete Encruzilhadas
Eu sou Umbanda, você é Umbanda?
Axé!

sexta-feira, 12 de julho de 2019

"Quem não pode com mandinga, não carrega patuá" ?



Você sabe o quer dizer a expressão?

"Quem não pode com mandinga, não carrega patuá" ?

Engana-se quem acredita que essa expressão refere-se a feitiços, magias e etc.
Mandinga é um grupo de africanos do norte, que por sua proximidade com os árabes, se tornaram muçulmanos. Sendo essa uma religião onde seus adeptos tem verdadeiro ódio aqueles que não acreditam em Alá como Deus e Maomé como profeta.
Com o crescimento do mercado escravo, muitos negros mandingas vieram para as Américas.
Muitos deles sabiam ler e escrever em árabe, e alguns sabiam matemática melhor que os brancos.
Por um determinado grupo ser de cultura elevada, estes foram tidos como feiticeiros, levando a expressão mandinga ser relacionada com feitiço.
Por outro lado haviam os negros que faziam culto aos Orixás, que eram vistos como infiéis pelos negros muçulmanos.
Aproveitando essa rivalidade, os brancos deram condições superiores aos mandingas, inclusive acontecia de eles ocuparem o lugar de caçadores de escravo fujão.
Quando um escravo pretendia fugir, além de se preparar para lutar sem armas, utilizando a capoeira e o maculelê, deixavam o cabelo carapinha e penduravam um patuá no pescoço, para assim ser confundido com um mandinga.
Porém quando o mandinga encontrava esse escravo e o mesmo não sabia responder em árabe, ele descarregava toda sua fúria sob ele, além de ser inadmissível portar um falso objeto considerado sagrado pelos muçulmanos, daí surgiu a expressão, "Quem não pode com mandinga, não carrega patuá".
Depois o uso do patuá entre os negros foi se generalizando, pois eles acreditavam que o poder dos mandingas vinha em grande parte do patuá.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Dia de Iemanja


É a rainha de todas as águas do mundo, seja dos rios, seja do mar. O seu nome deriva da expressão YéYé Omó Ejá, que significa, mãe cujo filhos são peixes.

Yemonjá é o espelho do mundo, que reflecte todas as diferenças, pois a mãe é sempre um espelho para o filho, um exemplo de conduta. Ela é a mãe que orienta, que mostra os caminhos, que educa, e sabe, sobre tudo, explorar as potencialidades que estão dentro de cada um.

Orixá muito respeitada e tida como mãe de quase todos os Orixás.

Iemanjá rege nossos lares, nossas casas.

É ela que dá o sentido da família; as pessoas que vivem debaixo de um mesmo teto.

Ela é a geradora do sentimento de amor ao seu ente querido, que vai dar sentido e personalidade ao grupo formado por pai, mãe e filhos tornando-os coesos.

Rege as uniões, os aniversários, as festas de casamento, todas as comemorações familiares.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Dia de Oxóssi


Oxóssi é o orixá da caça e da fartura, das florestas e das relações entre o reino animal e vegetal. É representado nas florestas caçando com seu arco e flecha. 

O habitat de Oxóssi é a floresta, sendo simbolizado pela cores verde na umbanda, e recebendo a cor azul clara no candomblé, mas podendo usar, também, a cor prateada nesse último. Sendo assim, roupas, guias e contas costumam ser confeccionadas nessas cores, incluindo, entre as guias e contas, no caso de Oxóssi e, também, seus caboclos, elementos que recordem a floresta, tais como penas e sementes.

Seus instrumentos de culto são o ofá, lanças, facas e demais objetos de caça.

Conta a lenda que um pássaro maligno ameaçava a aldeia e Oxóssi era caçador, como outros. Ele só tinha uma flecha para matar o pássaro e não podia errar. Todos os outros já haviam errado o alvo. Ele não errou, e salvou a aldeia. Daí o epíteto “o caçador de uma flecha só”.

Nas tradições da igreja católica, o orixá Oxóssi é sincretizado como São Sebastião.

Come tudo quanto é caça e o dia a ele consagrado é quinta-feira.

Oke Arô Oxóssi!

sábado, 5 de janeiro de 2019

Mediunindade


Estivemos conversando uma vez sobre os estilos de mediunidade, então vou falar um pouco sobre cada tipo de mediunidade, pesquisando na internet, e falando um pouco sobre com minhas palavras. Há diversos tipos e alguns nem tão conhecidos.

Médiuns Sensitivos
Esses tipos de médiuns são pessoas que tem a sensibilidade de sentir na pele, sensações, vibrações, e mesmo a proximidade de espíritos, não necessariamente sabendo quem ou o que a energia representa.
São médiuns que geralmente ao entrar em algum local eles sentem a energia do local, quando hostil geralmente eles não permanecem no local por muito tempo ou quando sentem-se confortável quando conhecem um determinado local se enregam de uma forma positiva.
O mesmo acontece quando eles conhecem pessoas, se a pessoa for negativa os médiuns geralmente tendem a se afastar delas.

Médiuns Videntes ou Clarividente

Esses tipos de médiuns são pessoas que tem o dom de ver as almas, as auras, e qualquer movimentação espiritual.
São uns dos médiuns mais procurados quando geralmente estão com problemas espirituais ou de encostos.
Esses médiuns podem ver as almas não apenas que estejam acompanhando uma pessoa mas também em objetos, residencia, ou locais públicos.
Esse tipo de médiuns também são conhecidos por conseguir enxergar o futuro das pessoas, seja utilizando alguns objetos, como carta de Tarot, Parafina de velas, fogo, búzios,  entre outros.

Médiuns Audiente

Esses tipos de médiuns são pessoas que tem o dom de ouvir os espíritos, seja pelo ouvido carnal, ou pelo sentido.
São médiuns que as vezes se assustam por muitas vezes serem pegos de surpresos e despreparados para os recados, múrmuros ou barulhos feitos por eles.
Muitos desses médiuns também são bem famosos, pois muitos deles conseguem também ajudar os consulentes com os recados a serem dados.

Médiuns Cura
Esse tipo de médiuns tem um grande dom de cura, não com os conhecimentos em relação a medicina tradicional
Esses tipos de médiuns são pessoas que tem o dom de curar seja pela metodologia seja por ajuda espiritual, ou de maneiras holística, ou de maneira utilizada na região Asiática.
Muitos desses médiuns são geralmente procurados pelas pessoas que estão sofrendo por doenças físicas ou espiritual.

Médiuns Psicofônicos

Esse tipo de médiuns tem o dom de permitir que que os espíritos utilizem de sua voz para passar os recados do mundo astral ao mundo carnal.

Médiuns Psicógrafos
Esse tipo de médiuns tem a capacidade de entrar em contato com o mundo astral, através das escritas, são divididas em três tipos, Intuitivos, Mecânicos, Semi-Mecânicos.
Intuitivos são os médiuns que ao passar as mensagens dos espíritos psicografam de forma voluntária. Ele sabe o que está sendo escrito, a alma do receptor recebe a mensagem do espírito e a transmite. O médium tem total consciência do que ele está redigindo, apesar de não ter controle do que será dito, há o domínio de suas ações e consciente.
Mecânicos O movimento realizado na escrita não tem nenhum controle. A mão deste médium é totalmente dominada pelo espírito e ele age por sua vontade e por consequência ele também não possui consciência alguma do que está escrevendo ou acontecendo.
Semi-Mecânicos São os mais comuns. Ele é uma mistura do médium mecânico e do intuitivo. Não possuem controle sobre o que estão escrevendo ou fazendo, nem de seus movimentos, mas possui consciência de tudo que está acontecendo.

Médiuns Projeção Astral
Esse tipo de médiuns tem a capacidade sair de seu corpo físico durante o sono. Geralmente são ligados por um fio de luz resistente ligando geralmente o umbigo ao espirito. Enquanto estão fora geralmente conseguem ir a qualquer local, visitar qualquer pessoa, ou ir a qualquer plano espiritual.
Normalmente esse tipo de médiuns quando estão fora do corpo físico geralmente eles tem trabalho no mundo espiritual, seja resgatando as almas no Umbral ou outros níveis, trabalhando nos hospitais espirituais curando os recém chegados.
Podendo também fazer visita a entes queridos quando assim permitido.

Médiuns Projeção Astral
Esse são os médiuns mais comuns nos terreiros de Umbanda e Candomblé, no qual eles utilizam o próprio corpo para dar aos guias de umbanda fazer sua caridade. Esse tipo de médiuns deixa com que os espíritos utilizem de seu corpo para passar recados, passes, conselhos e em poucos casos atrapalhar a  vida do médium.