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terça-feira, 15 de setembro de 2026

Pretos Velhos na Umbanda

Os Pretos Velhos são espíritos que atuam na Umbanda por meio da vibração de Yorimá, também conhecida como a vibração dos anciãos.
Essa energia se manifesta no chacra básico, localizado na base da coluna vertebral.
Por isso, durante a incorporação, os médiuns costumam assumir uma postura curvada, remetendo à aparência de um idoso.
A ativação desse chacra traz uma sensação de relaxamento e serenidade, refletindo-se em uma fala pausada, mansa e carregada de sabedoria.

A vestimenta astral dos Pretos Velhos não está vinculada à sua origem terrena.
Dentro dessa linha espiritual, encontram-se tanto antigos escravizados africanos quanto renomados estudiosos e cientistas que já viveram na Terra.
Esses espíritos são profundos conhecedores da manipulação energética, verdadeiros magos da luz, e sua principal forma de atuação é por meio de conselhos e ensinamentos, sempre com o objetivo de inspirar a reforma íntima e o crescimento espiritual dos filhos de fé.

Muitos Pretos Velhos preferem trabalhar com elementos naturais, utilizando cachimbos, cigarros de palha, velas, galhos verdes e outros objetos.
No entanto, esses apetrechos são apenas instrumentos simbólicos, pois dominam a energia mental e podem atuar sem qualquer ferramenta física, se assim desejarem.
Adorei as almas!

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

O Machado de Xangô

O machado de Xangô corta para os dois lados. Por isso, nunca peça justiça a ele — apenas misericórdia pelas suas falhas.
Xangô é justo, e sua sentença é correta. Mas lembre-se: você nem sempre está com a razão.

As oferendas não o compram, assim como não compram nenhum outro Orixá.
Quando Xangô dá sua sentença e intervém em uma situação, ele pesa todos os lados e faz aquilo que é certo.
Se deseja sua graça, cultive antes de tudo uma conduta correta, ponderada e justa.

Colhemos sempre aquilo que plantamos.
Talvez, neste momento, você esteja enfrentando uma atribulação com algum irmão e culpe o próximo pelos seus problemas.
No entanto, não conhece todas as suas ações em vidas passadas — pode ter sido você quem iniciou esses conflitos.
Mas hoje, é capaz de resolvê-los da forma mais positiva possível.

Lembre-se: a medida com que julgamos o próximo é a mesma com que somos julgados.
Seja tolerante. Não deseje ver o outro sofrer movido por um falso senso de justiça.
Reforço: quanto mais rigoroso for seu julgamento sobre as falhas alheias, mais rigoroso será o julgamento sobre as suas próprias.

Isso não significa fechar os olhos para as desonestidades do mundo — muito pelo contrário.
Xangô se alegra ao ver aqueles que buscam tornar este planeta um lugar melhor para se viver.
Mas não é pagando o mal com o mal que isso acontecerá.

Xangô é sabedoria, prudência, discernimento e generosidade.
Aqueles que carregam esses valores no coração honram o seu axé.
𝕌𝗺ℂ𝗼𝗿𝗮𝗰̧𝗮̃𝗼ℂ𝗶𝗴𝗮𝗻𝗼

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Oração Não Direi Mais

Não direi mais "não posso", pois Ogum me trará a persistência, determinação e tenacidade para conseguir.
Não direi mais "não tenho", pois Oxossi me dará a energia vital para trabalhar e o que ter.
Não direi mais "não tenho fé", porque Omulú me ensinará a compreender e aceitar meu karma.
Não direi mais "sou fraco", porque Oxum me trará equilíbrio emocional, Iemanjá a auto-estima e Iansã clareza de raciocínio para que eu entenda as minhas limitações.
Não direi mais "não sei", pois Xangô me trará o conhecimento, para que eu o use com discernimento e justiça.
Não direi mais "estou derrotado", porque aprendi com cada entidade da Umbanda que nada supera a força de sermos filhos de Deus.
Não direi mais "estou perdido", pois encontrei a Umbanda, que com a luz do amor e da caridade, iluminou minha alma e me deu um caminho.
Marcilene Lima

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Oração Zé Pilintra

Senhor Zé Pilintra, mensageiro de luz da nossa Santa Umbanda e de seus Orixás.
Permitido por Deus, fazes parte daqueles que têm por missão proteger e defender as criações divinas e suas vibrações.
Permiti, Senhor Zé Pilintra, que com vossos conhecimentos, possa eu ter meus caminhos abertos, meu corpo fechado e meu espírito defendido de todas as más vibrações.
Conto com vossa proteção e ajuda, afim de não cair nas tentações e armadilhas do mundo terreno.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

40 COISAS QUE SÓ UMBANDISTAS SABEM!

Se você é Umbandista de verdade, você reconhece essas coisas.

1. Supermercado não é supermercado se você não compra vela, cachaça, dendê e mel. 
E já sabe que não é pra você, não importa quanto tempo fique na sua casa..

2. Pra entrar no mar pede licença. 

3. Busca ser uma pessoa mais paciente, delicada e gentil. 

4. Ser Umbandista ≠ gostar de espírito em casa.

5. Já ouviu todas as piadas de "galinha", "cachaça" e "incorporação" POSSÍVEIS, pra não perder a amizade, ainda dá risinho.

6. Vê uma pizza com manjericão e lembra que a entidade mandou tomar banho.

7. Só falta MORRER quando suas entidades dão o nome. 

8. Quando é dia de gira a mão da pemba chega treme.  E é bem nesses dias que tudo dá errado.

9. E só você sabe o que se passa quando a entidade olha pra você e fala : "Vem cá" 

10. Jura que é filho de Xangô, mas pode ser de Ogum, Oxossi ou Omolu.

11. O melhor é que SEMPRE que você diz :"tenho certeza que sou filho de...", é outro Orixá que confirma. 

12. Sente o cheiro de charuto na rua e dá saudade do terreiro. 

13. Passa o dia cantando ponto na rua, dentro de casa, indo comprar pão. 

14. E a hora do banho é uma gira completa.

15. Passa horas no computador vendo vídeo de Umbanda. 

16. E só falta morrer quando descobre que agora tem um stand up comedy só de Umbanda.

17. Quando vai beber cerveja fala "ogunhê". 

18. Pede desculpa por não gostar de determinada comida de orixá. 

19. Passa anos estudando para entender os fundamentos, para chamarem tudo de macumba. 

20. Entende que outras religiões podem sim ter o divino nelas, e tá tudo bem. 

21. No altar tem imagem de orixá, anjos, santo, criança, cachoeira, quindim e Cebolinha.

22. MORRE de raiva quando alguém pega na sua guia e fala "que colar legal".

23. Ouve "Ogum" do Zeca Pagodinho e só falta chorar. 

24. Pode ser o metaleiro que for, conhece o Martinho da Vila cantando "Festa de Umbanda". 

25. Já acorda chamando o orixá correspondente. 

26. Pode usar a mesma cueca / calcinha 3 vezes seguidas, mas a roupa do centro tá sempre cheirosa. 

27. Pede agô pra falar do santo. 

28. Se tem cabelo grande sabe que quando descer o santo, tem q tar preso.

29. Não pode passar por uma bijuteria que pensa: "vou comprar pra moça". 

30. Passa por um trabalho "suspeito" na rua e nem olha. 

31. Entende completamente quando as pessoas choram nas giras. 

32. Já teve sua vida mudada pela Umbanda. 

33. Ouve "meu lugar" e "a gira girou" no repeat. 

34. Dá "teus pulo" pra conseguir ir na gira.

35. Sabe que quando o atabaque toca, o couro come. 

36. Em gira de Exu, entende o que é "caldeirão sem fundo ferver". 

37. No vendaval fala Eparrey, na encruza, laroyê. 
Vê uma montanha e fala Kaô!

38. Morre com a assistência falando alto. 

39. Tem AQUELE ponto que arrepia. 

40. E sabe o que quer fazer pro resto da sua vida. 
"Levando ao mundo inteiro a bandeira de Oxalá". 

sábado, 1 de julho de 2023

A lenda do Ekodidé


Conta a lenda que Oxalá, numa de suas caminhadas pelo mundo, iria passar pela aldeia de Oxum, onde pretendia parar e descansar.
Exú, mensageiro dos orixás, correu para avisar Oxum que o grande orixá fun-fun estava a caminho de sua cidade. Era preciso organizar uma grande recepção, pois a visita era muito importante para todos. Ela, então, apressou-se com os preparativos da festa, ordenando a limpeza de todas as casas e lugares públicos da aldeia, bem como que os enfeites utilizados fossem da cor branca. Oxum cuidou pessoalmente da ornamentação e limpeza de seu palácio, pois tudo tinha que estar perfeito, à altura de Oxalá.
Com tantos afazeres importantes, em tão curto espaço de tempo, Oxum não se lembrou de convidar as Iya-mi para a grande festa.
As feiticeiras não perdoaram essa desfeita. Sentindo-se muito desprestigiadas, resolveram desmoralizar Oxum perante os convidados.
No dia da chegada de Oxalá à cidade, Oxorongá entrou disfarçada no palácio para colocar, no assento do trono da Oxum, um preparado mágico, que não fora notado por ninguém.
Toda a cidade estava impecavelmente limpa e ornamentada. O palácio de Oxum, que fora caprichosamente preparado, tinha seus móveis e utensílios cobertos por tecidos de uma alvura imaculada. Branca também seria a cor das roupas utilizadas na cerimônia.
Oxalá finalmente chegou, sendo respeitosamente reverenciado numa grande demonstração de fé e admiração ao grande mensageiro da paz.
Oxum, sentada em seu trono, esperava com impaciência a entrada de Oxalá em seu palácio, quando iria oferecer-lhe seu próprio assento. Mas, ao tentar levantar-se, percebeu que estava presa em sua cadeira e, por mais força que fizesse, não conseguia soltar-se. O esforço que empreendeu foi tão grande, que, mesmo ferida, conseguiu ficar em pé, mas uma poça de sangue havia manchado suas roupas e também sua cadeira.
Quando Oxalá viu aquele sangue vermelho no trono em que se sentaria, ficou tão contrariado, que saiu imediatamente do recinto, sentindo-se muito ofendido.
Oxum, envergonhada com o acontecido, não conseguia entender porque havia ficado presa em sua própria cadeira, uma vez que ela mesma tinha cuidado de todos os preparativos.
Escondendo-se de todos, foi consultar o oráculo de Ifá para obter um conselho. O jogo, então, lhe revelou que Oxorongá havia colocado feitiço em seu assento, por não ter sido convidada.
Exú, a pedido de Oxum, foi em busca do grande pai, para relatar-lhe o ocorrido.
Oxalá retornou ao palácio, onde a grande mãe das águas estava sentada de cabeça baixa, muito constrangida. Quando ela o viu, começou a abanar seu abebe, transformando o sangue de suas roupas em penas vermelhas, que, ao voar, caíram sobre a cabeça de todos os que ali estavam, inclusive a de Oxalá. Em reconhecimento ao esforço que ela empreendeu para homenagea-lo, ele aceitou aquela pena vermelha (ekodidé), prostrando-se à sua frente, em sinal de agradecimento.
A partir de então, essa pena foi introduzida nos rituais de feitura do Candomblé.

terça-feira, 13 de junho de 2023

13 de Junho

Hoje é o dia conhecido como dia de Santo Antônio apesar de não ser um feriado e com as pessoas parando com o sincretismo religioso Umbanda e Catolicismo, incluindo eu que sei que cada um são diferentes, acho digno podemos ter um dia pra homenagear as entidades, orixás entre outros que tanto amamos.

Então usando essa filosofia hoje não é apenas dia de Santo Antônio, hoje também é dia de Exu, como pode ser de outras entidades de outras religião pois não há apenas catolicismo, umbanda, candomblé, espiritismo, há outras religião também.

Então que Exu abra seus caminhos, que ele traga os auxílios, que ele seja o mensageiro entre os mundos.

O mais interessante que tem um ponto que as vezes gosto de cantar que é
"Santo Antônio pequenino
Amansador de burro bravo
Quem mexer com Capa Preta
tá mexendo com Diabo"
Agora talvez tenha entendido a ligação.

domingo, 29 de maio de 2022

Preto Velho


Não pensei que estaria escrevendo novamente no blog, por pura preguiça e muita coisa acabou mudando. Não que tenha mudado de religião mas muita coisa aconteceu, acabei saindo da ultima casa que estava frequentando, mas comecei a reparar isso quando estava nessa casa.

Nesse dia 13, foi dia dessas entidades maravilhosas, e acabamos não fazendo nenhuma gira pra celebrar ele, pelos motivos de alguns irmãos não estarem disponíveis a estar na casa tanto pra ajudar como pra fazer incorporação, então resolvemos fazer fazer uma singela homenagem aos pretos velhos.

Então resolvi procurar sobre o que podemos fazer pros pretos velhos, já que teríamos, café, vinho, chá, bolo de milho, bolo de fubá, milho cozido, acabei vendo o que mais colocaria pra eles e vi que poderia ser colocado canjica, mas fiquei muito na duvida, pois pra mim seria mais lógico colocar pipoca, mas também tive medo de acabar fazendo e não ser certo. Acabei perguntando a dois pais de santos amigos meu, ele comentou comigo que a canjica não seria legal pra essa gira, então acabei fazendo com frutas mesmo, nada muito grande, pois tive medo de acabar sobrando ou mesmo não vindo muita gente.

Mas o melhor ocorrido que é o principal motivo dessa publicação, aqui pertinho tem um barracão também fomos, e lá teve as pipocas e a canjica, então deveria ter seguido um pouco da minha intuição, mas uma coisa que vi é que cada  casa, ou cada zelador vai cuidar da forma principalmente que vai contar com auxilio dos guias.

Uma coisa que lembrei, indo nessa ultima gira, foi que podemos  uma a feijoada ou uma bolinho de feijão preto, alem da pipoca.

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Dia do Boiadeiro!

Hoje é o dia dos nossos querido guias, os boiadeiro. São guias que traz a força dos Caboclos, dos Baianos e do próprio povo boiadeiro que viveu com sua guiada.

Também conhecido como caboclos de couro, é um povo sério, severo e muito carinhoso e cheio de amor!
"Seu boiadeiro por aqui choveu 
Seu boiadeiro por aqui choveu
Choveu que abarrotou 
Foi tanta água que seu boi nadou"

Xetruá Boiadeiro!!! 🤠🐎🐂🐃🐄

domingo, 21 de julho de 2019

Adeus Umbanda; Adeus Entidades… mas qual Umbanda?


Adeus Umbanda; Adeus Entidades… mas qual Umbanda?
Entidades, Guias, Orixás, Rituais… Muitas coisas aconteceram desde que adentrei a religião de Umbanda.
Com um início conturbado, mediunidade aflorada e sem saber o motivo de estar acontecendo tanta coisa ao mesmo tempo, simplesmente continuei para ver até onde daria.
Após a ansiedade natural do começo, as coisas foram se ajeitando e o medo do desconhecido começou a ser substituído pela novidade linda do mundo dos espíritos.
É bom saber que temos amigos invisíveis olhando por nós, nos instruindo, nos valendo, nos protegendo, nos ensinando a olhar para a vida de uma maneira diferente do que nos é apresentado.
O desenvolvimento foi aos poucos: Caboclo, Preto Velho, Baiano, Erê, Exu, Marinheiro… Cada um com seu jeito de ser, com sua luz maravilhosa e aconchegante. A cada Gira uma nova oportunidade para aprender, se desenvolver, se doar. E assim fui seguindo.
Após dar ouvido as entidades que me assistem, comecei a perceber que o Terreiro que estava já não era o melhor pra mim. Nada contra, mas não me sentia integrante daquela corrente. Troquei de Terreiro. Nova forma ritualística, novo corpo mediúnico, nova forma de trabalho.
Devo dizer que a adaptação foi um pouco difícil, mas nada impossível.
Alguns meses depois já estava me sentindo em casa novamente, as entidades trabalhando de forma muito bonita e cativante. Aí, começaram as dúvidas que tiraram as noites de sono.
O mesmo sentimento de não me sentir parte daquela corrente mediúnica, daquele Terreiro de luz. Pensei:
“– Está na hora de mudar novamente, se é para fazer a caridade tem de ser completo”.
Aquietei por algum tempo para ver o que aconteceria. A Casa acabou encerrando suas atividades porque estava difícil para os médiuns, tendo em vista que dia de semana não era viável e aos sábados alguns trabalhavam.
Pensei com meu coração:
“– Deus não pode ficar bravo comigo, pois eu tentei até agora e tudo só deu errado”.
Fiquei quase um ano sem pisar em um Terreiro, nem para tomar um passe. As entidades que me acompanham ficaram em silêncio, achei que tivessem desistido de mim.
Por vias de fato, problemas pessoais e conscienciais, encontrei outro Terreiro. Até que em um atendimento na Gira de Boiadeiro, eu como consulente, ouvi:
“– Você precisa decidir se realmente quer continuar. Não dá mais para ficar nessa situação.”
Achei engraçado, pois eu só tinha tentando com todo coração fazer dar certo. Iniciei no Terreiro, as entidades voltaram a trabalhar e conversar comigo. Questionei muitas coisas, e ouvia apenas que “o tempo é a melhor resposta”.
Conheci muitas pessoas nesse tempo, gente com anos de Umbanda, outras começando a caminhada como eu. Gente muito boa, com uma luz incrível pararam no meio do caminho.
Outras, mesmo com sérias dificuldades de saúde, iam com afinco a cada Gira, agradecendo a Deus e aos Orixás por mais uma oportunidade de exercer a mediunidade. Mas tudo tem um ciclo, um propósito, um recomeço.
Vi e vejo muitas pessoas parando de frequentar a Umbanda, e está tudo bem. Tem de ser, não apenas estar, e os Orixás e Guias continuarão olhando e cuidando, tenho certeza.
Esses tempos atrás, pensei em desistir e parar, e comecei a analisar realmente quem parava. Pelo menos os casos no qual pude observar – sem exceção –, as pessoas pararam por causa de outras pessoas. Seja por fofoca, por relacionamento desgastado, por não concordar com o Terreiro em que trabalha, por não gostar das “novidades” da Umbanda atual, por ter brigado com amigos e confidentes.
Muitas coisas já me desanimaram, me deixaram puto. Mas, em contrapartida, muitas me ajudaram a me tornar uma pessoa um pouco melhor, me deixaram feliz, me proporcionaram experiências únicas.
Após toda essa introdução, posso afirmar: muitas coisas me deixaram desanimado, mas Deus, os Orixás, as entidades… NUNCA me decepcionaram.
Com isso, digo Adeus Umbanda. Adeus à Umbanda que eu idealizo, Umbanda que tem de ser como eu quero, Umbanda dos hipócritas, Umbanda que tentam dizer que é a correta, única e verdadeira.
Eu sou Umbanda, eu respiro Umbanda, eu vivo Umbanda. Todos os dias.
E se um dia eu realmente parar minha caminhada nessa opção evolutiva será por não julgar-me honrado para continuar a espalhar mensagens acolhedoras dos Guias, por me sentir avesso aos valores de fraternidade, caridade (em sua essência pura), de não ter comunhão com Deus e os Orixás, de não ser uma pessoa melhor uma vez que temos em todas as Giras mensagens e ensinamentos para levantar a bandeira da paz, de Oxalá.
Ah, quantas pessoas nos decepcionam e nos deixam tristes? Muitas.
E quantos decepcionamos, deixamos tristes? Inúmeras. Então as entidades nos ensinam a humildade e amor, para aceitarmos o que não podemos mudar e agradecer por todo bem que nos é enviado. Simples assim.
Para encerrar, deixo uma frase bastante conhecida:
“Será uma religião que falará aos humildes, simbolizando a
igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados.”
– Caboclo das Sete Encruzilhadas
Eu sou Umbanda, você é Umbanda?
Axé!

sexta-feira, 12 de julho de 2019

"Quem não pode com mandinga, não carrega patuá" ?



Você sabe o quer dizer a expressão?

"Quem não pode com mandinga, não carrega patuá" ?

Engana-se quem acredita que essa expressão refere-se a feitiços, magias e etc.
Mandinga é um grupo de africanos do norte, que por sua proximidade com os árabes, se tornaram muçulmanos. Sendo essa uma religião onde seus adeptos tem verdadeiro ódio aqueles que não acreditam em Alá como Deus e Maomé como profeta.
Com o crescimento do mercado escravo, muitos negros mandingas vieram para as Américas.
Muitos deles sabiam ler e escrever em árabe, e alguns sabiam matemática melhor que os brancos.
Por um determinado grupo ser de cultura elevada, estes foram tidos como feiticeiros, levando a expressão mandinga ser relacionada com feitiço.
Por outro lado haviam os negros que faziam culto aos Orixás, que eram vistos como infiéis pelos negros muçulmanos.
Aproveitando essa rivalidade, os brancos deram condições superiores aos mandingas, inclusive acontecia de eles ocuparem o lugar de caçadores de escravo fujão.
Quando um escravo pretendia fugir, além de se preparar para lutar sem armas, utilizando a capoeira e o maculelê, deixavam o cabelo carapinha e penduravam um patuá no pescoço, para assim ser confundido com um mandinga.
Porém quando o mandinga encontrava esse escravo e o mesmo não sabia responder em árabe, ele descarregava toda sua fúria sob ele, além de ser inadmissível portar um falso objeto considerado sagrado pelos muçulmanos, daí surgiu a expressão, "Quem não pode com mandinga, não carrega patuá".
Depois o uso do patuá entre os negros foi se generalizando, pois eles acreditavam que o poder dos mandingas vinha em grande parte do patuá.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Dia de Iemanja


É a rainha de todas as águas do mundo, seja dos rios, seja do mar. O seu nome deriva da expressão YéYé Omó Ejá, que significa, mãe cujo filhos são peixes.

Yemonjá é o espelho do mundo, que reflecte todas as diferenças, pois a mãe é sempre um espelho para o filho, um exemplo de conduta. Ela é a mãe que orienta, que mostra os caminhos, que educa, e sabe, sobre tudo, explorar as potencialidades que estão dentro de cada um.

Orixá muito respeitada e tida como mãe de quase todos os Orixás.

Iemanjá rege nossos lares, nossas casas.

É ela que dá o sentido da família; as pessoas que vivem debaixo de um mesmo teto.

Ela é a geradora do sentimento de amor ao seu ente querido, que vai dar sentido e personalidade ao grupo formado por pai, mãe e filhos tornando-os coesos.

Rege as uniões, os aniversários, as festas de casamento, todas as comemorações familiares.

domingo, 20 de janeiro de 2019

Dia de Oxóssi


Oxóssi é o orixá da caça e da fartura, das florestas e das relações entre o reino animal e vegetal. É representado nas florestas caçando com seu arco e flecha. 

O habitat de Oxóssi é a floresta, sendo simbolizado pela cores verde na umbanda, e recebendo a cor azul clara no candomblé, mas podendo usar, também, a cor prateada nesse último. Sendo assim, roupas, guias e contas costumam ser confeccionadas nessas cores, incluindo, entre as guias e contas, no caso de Oxóssi e, também, seus caboclos, elementos que recordem a floresta, tais como penas e sementes.

Seus instrumentos de culto são o ofá, lanças, facas e demais objetos de caça.

Conta a lenda que um pássaro maligno ameaçava a aldeia e Oxóssi era caçador, como outros. Ele só tinha uma flecha para matar o pássaro e não podia errar. Todos os outros já haviam errado o alvo. Ele não errou, e salvou a aldeia. Daí o epíteto “o caçador de uma flecha só”.

Nas tradições da igreja católica, o orixá Oxóssi é sincretizado como São Sebastião.

Come tudo quanto é caça e o dia a ele consagrado é quinta-feira.

Oke Arô Oxóssi!

sábado, 5 de janeiro de 2019

Mediunindade


Estivemos conversando uma vez sobre os estilos de mediunidade, então vou falar um pouco sobre cada tipo de mediunidade, pesquisando na internet, e falando um pouco sobre com minhas palavras. Há diversos tipos e alguns nem tão conhecidos.

Médiuns Sensitivos
Esses tipos de médiuns são pessoas que tem a sensibilidade de sentir na pele, sensações, vibrações, e mesmo a proximidade de espíritos, não necessariamente sabendo quem ou o que a energia representa.
São médiuns que geralmente ao entrar em algum local eles sentem a energia do local, quando hostil geralmente eles não permanecem no local por muito tempo ou quando sentem-se confortável quando conhecem um determinado local se enregam de uma forma positiva.
O mesmo acontece quando eles conhecem pessoas, se a pessoa for negativa os médiuns geralmente tendem a se afastar delas.

Médiuns Videntes ou Clarividente

Esses tipos de médiuns são pessoas que tem o dom de ver as almas, as auras, e qualquer movimentação espiritual.
São uns dos médiuns mais procurados quando geralmente estão com problemas espirituais ou de encostos.
Esses médiuns podem ver as almas não apenas que estejam acompanhando uma pessoa mas também em objetos, residencia, ou locais públicos.
Esse tipo de médiuns também são conhecidos por conseguir enxergar o futuro das pessoas, seja utilizando alguns objetos, como carta de Tarot, Parafina de velas, fogo, búzios,  entre outros.

Médiuns Audiente

Esses tipos de médiuns são pessoas que tem o dom de ouvir os espíritos, seja pelo ouvido carnal, ou pelo sentido.
São médiuns que as vezes se assustam por muitas vezes serem pegos de surpresos e despreparados para os recados, múrmuros ou barulhos feitos por eles.
Muitos desses médiuns também são bem famosos, pois muitos deles conseguem também ajudar os consulentes com os recados a serem dados.

Médiuns Cura
Esse tipo de médiuns tem um grande dom de cura, não com os conhecimentos em relação a medicina tradicional
Esses tipos de médiuns são pessoas que tem o dom de curar seja pela metodologia seja por ajuda espiritual, ou de maneiras holística, ou de maneira utilizada na região Asiática.
Muitos desses médiuns são geralmente procurados pelas pessoas que estão sofrendo por doenças físicas ou espiritual.

Médiuns Psicofônicos

Esse tipo de médiuns tem o dom de permitir que que os espíritos utilizem de sua voz para passar os recados do mundo astral ao mundo carnal.

Médiuns Psicógrafos
Esse tipo de médiuns tem a capacidade de entrar em contato com o mundo astral, através das escritas, são divididas em três tipos, Intuitivos, Mecânicos, Semi-Mecânicos.
Intuitivos são os médiuns que ao passar as mensagens dos espíritos psicografam de forma voluntária. Ele sabe o que está sendo escrito, a alma do receptor recebe a mensagem do espírito e a transmite. O médium tem total consciência do que ele está redigindo, apesar de não ter controle do que será dito, há o domínio de suas ações e consciente.
Mecânicos O movimento realizado na escrita não tem nenhum controle. A mão deste médium é totalmente dominada pelo espírito e ele age por sua vontade e por consequência ele também não possui consciência alguma do que está escrevendo ou acontecendo.
Semi-Mecânicos São os mais comuns. Ele é uma mistura do médium mecânico e do intuitivo. Não possuem controle sobre o que estão escrevendo ou fazendo, nem de seus movimentos, mas possui consciência de tudo que está acontecendo.

Médiuns Projeção Astral
Esse tipo de médiuns tem a capacidade sair de seu corpo físico durante o sono. Geralmente são ligados por um fio de luz resistente ligando geralmente o umbigo ao espirito. Enquanto estão fora geralmente conseguem ir a qualquer local, visitar qualquer pessoa, ou ir a qualquer plano espiritual.
Normalmente esse tipo de médiuns quando estão fora do corpo físico geralmente eles tem trabalho no mundo espiritual, seja resgatando as almas no Umbral ou outros níveis, trabalhando nos hospitais espirituais curando os recém chegados.
Podendo também fazer visita a entes queridos quando assim permitido.

Médiuns Projeção Astral
Esse são os médiuns mais comuns nos terreiros de Umbanda e Candomblé, no qual eles utilizam o próprio corpo para dar aos guias de umbanda fazer sua caridade. Esse tipo de médiuns deixa com que os espíritos utilizem de seu corpo para passar recados, passes, conselhos e em poucos casos atrapalhar a  vida do médium.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Regente de 2019

Ogun
2019 Sera regido por Ogun, o Orixá Guerreiro!!!

A cada ano que passa nós da umbanda e Candomblé adoramos saber qual Orixá será o regente, e o que esperar do ano!

2019 será muito intensos, haverão muitos obstáculos para enfrentar, e que não podem ser adiados. Muitas decisões difíceis terão de ser tomadas, e podem comprometer sua imagem para ter resultados esperados. Todo momento será oportuno para tomada de decisões, é importante que lembre disso, e não se omitir quando for colocada a prova.

2019 será um ano cheio de batalha é aconselhável evitar entrar entrar em discussão por motivos bobas, pra não

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Dia de Oxala


Oxalá é o orixá associado à criação do mundo e da espécie humana.

Apresenta-se de duas maneiras: Oxaguiã e Oxalufã. No candomblé, este é representado material e imaterialmente pelo assentamento sagrado denominado igba oxala.

Os símbolos de Oxaguiã são uma idá (espada), “mão de pilão” e um escudo; o símbolo de Oxalufã é uma espécie de cajado em metal, chamado opaxorô.

O dia consagrado para ambos é a sexta-feira.

Sua saudação é ÈPA BÀBÁ! Oxalá é considerado e cultuado como o maior e mais respeitado de todos os Orixás do panteão africano. Simboliza a paz, é o pai maior nas nações das religiões de tradição africana. É calmo, sereno, pacificador; é o criador e, portanto, é respeitado por todos os Orixás e todas as nações. A Oxalá pertencem os olhos que vêem tudo.

No sincretismo religioso encontramos as seguintes formas:

OXALÁ: sincretizado com Jesus Cristo.
OXALUFÃ: o Oxalá Velho, sincretizado com Jesus no Monte das Oliveiras.
OXAGUIÃ: o Oxalá Menino, que é sincretizado com o Menino Jesus de Praga.


ÈPA BÀBÁ! Oxalá

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Dia de São Lazaro


Hoje acordei vendo diversas homenagens a Obaluaê e Omulú, mas sempre soube que geralmente ele é homenageado  no mês de Agosto.Depois de um tempo descobri que hoje é o dia de São Lazaro.

No sincretismo da Umbanda tanto Obaluaê quanto Omulú foram considerado como São Lazaro, no qual teve uma historia parecida como ambos os Orixás.

Hoje é dia desse Santo, que foi discípulo e amigo pessoal de Jesus. Lázaro vivia com sua família no vilarejo chamado Betânia, que ficava a menos de uma hora de caminhada de Jerusalém. Em hebraico seria Eleazar, e quer dizer "Deus ajudou".

Lázaro foi um personagem especial na Bíblia, pois é a única pessoa por quem Jesus chora. Lázaro foi ressuscitado por Jesus após a sua morte, a pedido de Marta, sua irmã, que foi inabalável na fé. Lázaro já estava cheirando mal. Já fazia quatro dias que estava sepultado, quando Jesus chegou para chamar-lhe à vida novamente. Foi um dos maiores milagres de Jesus. Trata-se do último grande “sinal” realizado por Jesus, depois do qual os sumos sacerdotes reuniram o Sinédrio e decidiram matá-lo; e decidiram matar também o próprio Lázaro, que era a prova viva da divindade de Cristo, Senhor da vida e vencedor da morte. Alguns escritos muito antigos afirmam que Lázaro e suas irmãs foram para a ilha de Chipre.

Pelo Candomblé e Umbanda não necessariamente é considerado dia de Obaluaê ou Omulú, porem seus filhos desses Orixás podem sim ser devoto de São Lazaro e prestar a homenagem a ele, não tendo a obrigação do mesmo.

Atotô, Atotô Obaluaê! 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

Dia dos Marinheiros


Hoje é comemora o dia dos Marinheiros da Umbanda, uma das linhas mais divertidas que a umbanda trabalha, são espíritos desbravadores, destemidos, alegres, brincalhões e corajosos. São eles nossos irmãos Marinheiros

Essa Linha é formada por espíritos que, quando encarnados, tiveram sua vida vinculada ao trabalho no mar, nos navios, caravelas, embarcações. É formada também por espíritos que optaram por trabalhar nessa Linha quando ingressaram na seara Umbandista.

O Marinheiro representa a coragem ante o desconhecido. Muitas vezes nós tememos enfrentar situações que não conhecemos, mares até então não navegados. Nessas horas, pedimos a proteção dos marinheiros para que nos guiem e nos orientem para que possamos encontrar um porto seguro para nossas vidas.

Saravá os Marinheiros, Saravá o Povo do Mar

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Dia de Oya


Hoje se comemora o dia de Oya!! Essa Orixá guerreira, quente, e dona dos ventos!!!

Dentro do sincretismo ela foi nomeada a Santa Barbara.

Também conhecida como Iansã. Nas cerimônias da Umbanda e do Candomblé, Iansã, ela surge quando incorporada a seus filhos, como autêntica guerreira, brandindo sua espada, e ao mesmo tempo feliz. Ela sabe amar, e gosta de mostrar seu amor e sua alegria contagiantes da mesma forma desmedida com que exterioriza sua cólera.

Na Mitologia Yoruba, o nome Oyá provém do rio de mesmo nome na Nigéria, onde seu culto é realizado, atualmente chamado de rio Níger. .

Costuma ser reverenciada antes de Xangô, como o vento personificado que precede a tempestade. Assim como a Orixá Obá, Oyá também está relacionada ao culto dos mortos, onde recebeu de Xangô a incumbência de guiá-los a um dos nove céus de acordo com suas ações. Para assumir tal cargo recebeu do feiticeiro Oxóssi uma espécie de erukerê especial chamado de Eruexim com o qual estaria protegida dos Eguns.

O nome Iansã trata-se de um título que Oyá recebeu de Xangô que faz referência ao entardecer. Iansã quer dizer A mãe do céu rosado ou A mãe do entardecer.

Êparrei Iansã, Êparrei Bela Oyá

domingo, 2 de dezembro de 2018

Catecismo De Umbanda


Ficha Técnica
Autora:  Ab´d 'Ruanda
Editora:
Gênero: Espiritismo
Opinião Pessoal: É um livro muito confuso, muito antigo, onde o sistema simples que foi motivado a escrever o livro mostra diversas perguntas sem respostas. Perguntas no qual hoje em dia consegue-se a resposta. É um livro que poderia ser escrito de uma forma mais clara, abordando com mais clareza principalmente que hoje a religião esta muito melhor aceita e com maior facilidade em obter algumas respostas.
Fiquei bastante na duvida de quem respondia as perguntas eram algum guia que respondia as perguntas do proprio escritor. Apesar de coisas interessantes, e curto não é um livro que voltaria ler novamente!