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sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

Oração Zé Pilintra

Senhor Zé Pilintra, mensageiro de luz da nossa Santa Umbanda e de seus Orixás.
Permitido por Deus, fazes parte daqueles que têm por missão proteger e defender as criações divinas e suas vibrações.
Permiti, Senhor Zé Pilintra, que com vossos conhecimentos, possa eu ter meus caminhos abertos, meu corpo fechado e meu espírito defendido de todas as más vibrações.
Conto com vossa proteção e ajuda, afim de não cair nas tentações e armadilhas do mundo terreno.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2024

40 COISAS QUE SÓ UMBANDISTAS SABEM!

Se você é Umbandista de verdade, você reconhece essas coisas.

1. Supermercado não é supermercado se você não compra vela, cachaça, dendê e mel. 
E já sabe que não é pra você, não importa quanto tempo fique na sua casa..

2. Pra entrar no mar pede licença. 

3. Busca ser uma pessoa mais paciente, delicada e gentil. 

4. Ser Umbandista ≠ gostar de espírito em casa.

5. Já ouviu todas as piadas de "galinha", "cachaça" e "incorporação" POSSÍVEIS, pra não perder a amizade, ainda dá risinho.

6. Vê uma pizza com manjericão e lembra que a entidade mandou tomar banho.

7. Só falta MORRER quando suas entidades dão o nome. 

8. Quando é dia de gira a mão da pemba chega treme.  E é bem nesses dias que tudo dá errado.

9. E só você sabe o que se passa quando a entidade olha pra você e fala : "Vem cá" 

10. Jura que é filho de Xangô, mas pode ser de Ogum, Oxossi ou Omolu.

11. O melhor é que SEMPRE que você diz :"tenho certeza que sou filho de...", é outro Orixá que confirma. 

12. Sente o cheiro de charuto na rua e dá saudade do terreiro. 

13. Passa o dia cantando ponto na rua, dentro de casa, indo comprar pão. 

14. E a hora do banho é uma gira completa.

15. Passa horas no computador vendo vídeo de Umbanda. 

16. E só falta morrer quando descobre que agora tem um stand up comedy só de Umbanda.

17. Quando vai beber cerveja fala "ogunhê". 

18. Pede desculpa por não gostar de determinada comida de orixá. 

19. Passa anos estudando para entender os fundamentos, para chamarem tudo de macumba. 

20. Entende que outras religiões podem sim ter o divino nelas, e tá tudo bem. 

21. No altar tem imagem de orixá, anjos, santo, criança, cachoeira, quindim e Cebolinha.

22. MORRE de raiva quando alguém pega na sua guia e fala "que colar legal".

23. Ouve "Ogum" do Zeca Pagodinho e só falta chorar. 

24. Pode ser o metaleiro que for, conhece o Martinho da Vila cantando "Festa de Umbanda". 

25. Já acorda chamando o orixá correspondente. 

26. Pode usar a mesma cueca / calcinha 3 vezes seguidas, mas a roupa do centro tá sempre cheirosa. 

27. Pede agô pra falar do santo. 

28. Se tem cabelo grande sabe que quando descer o santo, tem q tar preso.

29. Não pode passar por uma bijuteria que pensa: "vou comprar pra moça". 

30. Passa por um trabalho "suspeito" na rua e nem olha. 

31. Entende completamente quando as pessoas choram nas giras. 

32. Já teve sua vida mudada pela Umbanda. 

33. Ouve "meu lugar" e "a gira girou" no repeat. 

34. Dá "teus pulo" pra conseguir ir na gira.

35. Sabe que quando o atabaque toca, o couro come. 

36. Em gira de Exu, entende o que é "caldeirão sem fundo ferver". 

37. No vendaval fala Eparrey, na encruza, laroyê. 
Vê uma montanha e fala Kaô!

38. Morre com a assistência falando alto. 

39. Tem AQUELE ponto que arrepia. 

40. E sabe o que quer fazer pro resto da sua vida. 
"Levando ao mundo inteiro a bandeira de Oxalá". 

sábado, 1 de julho de 2023

A lenda do Ekodidé


Conta a lenda que Oxalá, numa de suas caminhadas pelo mundo, iria passar pela aldeia de Oxum, onde pretendia parar e descansar.
Exú, mensageiro dos orixás, correu para avisar Oxum que o grande orixá fun-fun estava a caminho de sua cidade. Era preciso organizar uma grande recepção, pois a visita era muito importante para todos. Ela, então, apressou-se com os preparativos da festa, ordenando a limpeza de todas as casas e lugares públicos da aldeia, bem como que os enfeites utilizados fossem da cor branca. Oxum cuidou pessoalmente da ornamentação e limpeza de seu palácio, pois tudo tinha que estar perfeito, à altura de Oxalá.
Com tantos afazeres importantes, em tão curto espaço de tempo, Oxum não se lembrou de convidar as Iya-mi para a grande festa.
As feiticeiras não perdoaram essa desfeita. Sentindo-se muito desprestigiadas, resolveram desmoralizar Oxum perante os convidados.
No dia da chegada de Oxalá à cidade, Oxorongá entrou disfarçada no palácio para colocar, no assento do trono da Oxum, um preparado mágico, que não fora notado por ninguém.
Toda a cidade estava impecavelmente limpa e ornamentada. O palácio de Oxum, que fora caprichosamente preparado, tinha seus móveis e utensílios cobertos por tecidos de uma alvura imaculada. Branca também seria a cor das roupas utilizadas na cerimônia.
Oxalá finalmente chegou, sendo respeitosamente reverenciado numa grande demonstração de fé e admiração ao grande mensageiro da paz.
Oxum, sentada em seu trono, esperava com impaciência a entrada de Oxalá em seu palácio, quando iria oferecer-lhe seu próprio assento. Mas, ao tentar levantar-se, percebeu que estava presa em sua cadeira e, por mais força que fizesse, não conseguia soltar-se. O esforço que empreendeu foi tão grande, que, mesmo ferida, conseguiu ficar em pé, mas uma poça de sangue havia manchado suas roupas e também sua cadeira.
Quando Oxalá viu aquele sangue vermelho no trono em que se sentaria, ficou tão contrariado, que saiu imediatamente do recinto, sentindo-se muito ofendido.
Oxum, envergonhada com o acontecido, não conseguia entender porque havia ficado presa em sua própria cadeira, uma vez que ela mesma tinha cuidado de todos os preparativos.
Escondendo-se de todos, foi consultar o oráculo de Ifá para obter um conselho. O jogo, então, lhe revelou que Oxorongá havia colocado feitiço em seu assento, por não ter sido convidada.
Exú, a pedido de Oxum, foi em busca do grande pai, para relatar-lhe o ocorrido.
Oxalá retornou ao palácio, onde a grande mãe das águas estava sentada de cabeça baixa, muito constrangida. Quando ela o viu, começou a abanar seu abebe, transformando o sangue de suas roupas em penas vermelhas, que, ao voar, caíram sobre a cabeça de todos os que ali estavam, inclusive a de Oxalá. Em reconhecimento ao esforço que ela empreendeu para homenagea-lo, ele aceitou aquela pena vermelha (ekodidé), prostrando-se à sua frente, em sinal de agradecimento.
A partir de então, essa pena foi introduzida nos rituais de feitura do Candomblé.